sábado, 29 de maio de 2021

Lançamento URBANO - José Henrique Nogueira



 Lançamento do EP "Urbano", quinto trabalho de estúdio do compositor e educador musical José Henrique Nogueira, evoca valores que sustentam a vida moderna nas cidades: música, encontros e perspectivas

Por Octavio Perelló

Os elementos urbanos atestam o título e apontam o processo de criação marcado pelas pausas e acelerações da vida no Rio de Janeiro, onde a natureza circunda a expansão do concreto e oferece belezas e riquezas sonoras. Entregam ainda a trajetória do músico, compositor, musicoterapeuta, escritor e educador musical José Henrique Nogueira nos palcos, bares da vida, estúdios e salas de aula, reunindo experiências artísticas, acadêmicas e de vida que sintetizam a arte de reunir, entreter, encantar e cuidar de pessoas.

O EP "Urbano" é o quinto trabalho de estúdio de José Henrique Nogueira, após o lançamento dos CDs "Caiçara", "Curiosa Idade Musical I e II", e do compacto duplo "Mar" (vinil), este último lançado no início da carreira. Sua obra é permeada ainda de livros autorais sobre Educação Musical, coordenação acadêmica, pesquisa e ensino, além de criações musicais para teatro. José Henrique Nogueira é também idealizador e diretor do Espaço 23, que há doze anos oferece Música e Musicoterapia aos alunos, em Laranjeiras, no Rio de Janeiro.

O mais recente trabalho, "Urbano", chega ao público ainda em plena pandemia, marcando o encontro musical do compositor e violonista com os músicos Guto Goffi, José Staneck, Gastão Villeroy, Nilo Romero, Raimundo Luís, Lui Coimbra e Nana Simões. Os criativos arranjos do compositor, somados à competente execução dos músicos, com mixagem e masterização de Luizinho Mazzei, apresentam composições maduras para a audição dos mais requintados gostos musicais.

Os destaques, sem tirar nem pôr, vão para todas as faixas (Balada para Pat Metheny, Era um Blues, Canon Blues,Trilha dos Pássaros e Urbano), que têm características particulares em suas propostas e andamento, embora exibam o mesmo DNA. Mas vale destacar duas, em especial, que foram antecipadas ao público: "Canon Blues", que ao mesmo tempo que tem uma intrínseca elaboração rítmica e melódica sobre o tema, tem ainda um apelo ao encontro, à diversão e à improvisação; e "Trilha dos Pássaros", que remete ao modo pessoal de tocar violão do autor e se desenvolve no intuito de criar imagens sonoras que possam trazer a leveza e a magia dos pássaros no ambiente urbano.

"Estou muito feliz com esse novo trabalho e com os encontros que ele me proporcionou. Foi tudo feito com amor e dedicação à música."

As cinco faixas do EP "Urbano" podem ser acessadas nas plataformas digitais Spotify, Apple Music e Deezer, além dos videoclipes que estão disponíveis no YouTube. (Assistir “Canon Blues” e “Trilha dos Pássaros” nos links abaixo)

https://youtu.be/1HfdTDP4xCs https://youtu.be/OUNEUqJi5ac

  

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Músicoterapia e música contemporânea

Musicoterapia e a Música Contemporânea




O que é música? Essa pergunta para ser bem respondida, se faz necessário um recorte histórico, pois a música foi se estruturando no decorrer do tempo, adquirindo formas diferentes, seguindo seu rumo, sua evolução, que não é qualitativa, pois cada estrutura musical tinha sua beleza correspondente com a estética e possibilidades de cada época. As estruturas desenvolveram-se com a evolução dos instrumentos musicais, que instigavam os compositores, que por sua vez criavam novas estruturas sonoras e assim sucessivamente desde a pré-história musical até as possibilidades musicais futuristas que ainda estão por vir.

Neste percurso, surgem no século XX inúmeros compositores que, insatisfeitos com a monotonia das estruturas musicais vigentes da época, começam a criar música fugindo da estética sonora e gráfica da época, isso porque paralelamente as propostas de uma nova música rompendo com o passado, surge uma nova grafia musical.  Dentro deste espectro chamado de Música Contemporânea, surgem inúmeras propostas de organizações sonoras ou musicais, tais como: música atonal, música experimental, concreta, eletrônica, aleatória, entre outras. Surgem compositores como: Stockhausen, Cage, SchoenbergMessiaen entre muitos outros.

E como a música contemporânea pode contribuir com a musicoterapia? Quando a música contemporânea trouxe novas possibilidades sonoras, um novo conceito para o que vem a ser música (mais amplo), uma nova escuta e novas possibilidades gráficas para a música, ampliou de certa forma as possibilidades musicais para as atividades de musicoterapia. A música contemporânea não é algo simples. Pelo contrário, as estruturas sonoras compostas para serem interpretadas apelos músicos são extremamente complexas e necessitam de horas de estudo e de prática. Porém, podemos oferecer aos pacientes de musicoterapia, alegrias musicais com as construções sonoras, composições terapêuticas ou pedagógicas com a sonoridade que música contemporânea trouxe para o cenário musical. Sigo sempre um princípio básico para fazer música com meus pacientes, que não se modificou com o decorrer dos tempos: música é uma estrutura sonora organizada, com início e fim bem determinados e com intenção musical.

A estética musical terapêutica ganha outra dimensão com o advento da música contemporânea, fica mais generosa, favorecendo aqueles que por motivos diversos, seja por dificuldade física ou psíquica, possam por meio dos sons possíveis de serem produzidos, organizarem estruturas que possam vir a ser chamadas de música. Essas atividades trazem para muitos uma sensação positiva, de bem estar, fazem com que consigamos juntos organizar as possibilidades sonoras que antes pareciam caóticas e sem organização. Essa, para mim, dentro do meu contexto musical terapêutico é a mais importante contribuição que a música contemporânea trouxe para a musicoterapia; a ampliação da estética musical.

Importante ressaltar que a música tradicional continua viva e sendo utilizada na prática da musicoterapia, suas estruturas continuam trazendo muito prazer para aqueles que conseguem ingressar neste universo. É terapêutico poder vir a tocar uma bela melodia num instrumento, um pandeiro, uma bateria. Inclusive a música tradicional pode vir a ser mesclada com a contemporânea e vice versa.

A musicoterapia, e consequentemente o musicoterapeuta, devem estar preparados e abertos para receber, utilizar e organizar todas as possibilidades sonoras: ruídos, grunhidos, estalidos, sussurros, balbucios, gritos, silêncio, enfim; é possível fazer música com os mais diversos tipos de sons na prática musicoterapeutica.

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Autismo e Musicoterapia




Autismo e Musicoterapia 

Meu querido Miguel é autista não verbal, atualmente, mais próximos, pudemos adiantar alguns trabalhos musicais que poderão servir de inspiração para muitos outros.

Abaixo o percurso do processo:

Comecei apresentando notas musicais escritas nos cartões sem uma ordem ainda estabelecida. A ideia era ele associar as notas escritas por extenso (DO, Re, ...) nos cartões  que eu apresentava e toca-las nas teclas (com nome das notas) do teclado e assim pudesse entender a proposta. 
Posteriormente começamos a trabalhar uma sequência duas três notas (cartões)  em sequência ( DO RE, DO RE MI...) para que ele pudesse entender que a ideia era ler os cartões da esquerda para direita, conforme escrevemos e lemos,  identificar no teclado e tocar. 
Começamos arriscar com um pouco mais de notas até fazermos a escala de dó ascendente dó ré mi fá sol lá si dó. 
Uma vez entendido que era pra tocar conforme as notas apareciam nos cartões propus uma melodia bem simples. 
Au clair de la lune, canção tradicional francesa. Conseguimos uma primeira parte. A ideia de utilizar esses cartões partiu do fascínio que o Miguel tem pelas imagens que ele fica observando e batendo com dedo nas revistas. Aí está pra vocês uma conquista fruto de um processo de trabalho que pode se ampliar, é apenas um começo.
José Henrique Nogueira

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Autismo e Música Clássica





Relato da prática

Entre tantas atividades terapêuticas e musicais trabalhadas no Espaço 23, tais como a improvisação e criação musical, a prática do canto e de instrumentos, utilizo também a escuta musical e especialmente a da música clássica. O breve relato deste texto, apresentará um resultado de um dos autistas que venho trabalhando e que me surpreendeu. Miguel, 10 anos de idade, está comigo há 4 anos, é um autista não verbal hiperativo, com muita dificuldade de concentração numa atividade. Há dois anos passou a ser meu enteado, o que ampliou a minha proximidade e consequentemente a minha capacidade de observação.  Depois de algumas tentativas  para usar o head-phone, fundamental nesta atividade, ele conseguiu aceitar o acessório e passou cerca de 20 minutos escutando "Música noturna", de Mozart. Aproveitei o momento positivo e promissor e num outro encontro optei por pura intuição a audição da música “Quatro Estações", de Vivaldi, e para minha surpresa ficou por 45 minutos completamente envolvido pela composição.


Foram 45 minutos escutando música, quieto, parado, sozinho, e podia-se perceber sua alegria e interação através de sua expressão. Importante ressaltar que não haviam imagens passando no monitor do laptop.  Televisão, tablet, revistas, ou até mesmo a janela do carro em movimento que são, na maioria das vezes, o que o faz ficar quieto por tanto tempo. E assim ficou sentado, sendo seu sistema auditivo acariciado pelos timbres (sonoridade de cada instrumento), pelas melodias, os ritmos, as surpresas das intensidades (forte e fraco), enfim um complexo de beleza musical iluminando, circulando  em sinapses pelo seu cérebro. Uma experiência positiva que abre espaço para continuarmos investindo nessa direção. 


Pesquisas em Musicoterapia


A musicoterapia é uma técnica terapêutica que usa a música em todas as suas formas com participação ativa ou receptiva. Esta atividade, que é receptiva, há muitos anos vem sendo pesquisada na neurologia, na psicologia entre outras áreas do conhecimento. A ideia básica nestas pesquisas é reconhecer que algumas doenças perpassam e até mesmo se originam no cérebro, que então transmite a uma parte do corpo um estímulo específico que reproduz um distúrbio, uma doença.

A terapia através da escuta musical tenta obter estímulos contrários, que se oponham àqueles que são relacionados à doença. A ideia é tentar criar um anteparo no sistema nervoso, um certo bloqueio para àqueles que possam estar estimulando ou produzindo a alteração . 

A partir de várias melodias de compositores clássicos, os pesquisadores fizeram com que vários pacientes, com dificuldades diversas, tais como: ansiedade, hipertensão, insônia, etc ficassem escutando por um determinado tempo várias obras  musicais, de Mozart, Bach, Beethoven entre outros, e alcançaram efeitos surpreendentes.  Criaram assim algumas listas de obras clássicas que visam auxiliar em diversas doenças. (A lista estará no final do texto)







 Sugestões para se iniciar uma escuta musical


A) Conseguir um head-fone que cubra  a orelha.

B) Sentar inicialmente com a criança no colo conter seus impulsos para se mexer e sair.

C) Geralmente as músicas clássicas são grandes. Pode-se pensar em fazer um planejamento de escuta gradativa. 

D) A escuta, sempre de headphone, pode ser auxiliada entretendo o paciente com algum objeto na mão. 

E) Caso escute pelo YouTube sugiro que se utilize músicas que tenham imagens fixas para não tirar o foco na audição, valorizar a força do alcance das ondas sonoras ao córtex auditivo e a partir daí se espalhar para outras direções do cérebro.



Resultado da Pesquisa da Escola de medicina integral de Caracas


Insônia: 

Nocturnes de Chopin (op.9 No. 3) 

http://www.youtube.com/watch?v=gCPnUFmIJWM 

(Op.15 No. 2) 

http://www.youtube.com/watch?v=SbAEsaZ8_LM 

(ou página 9 # 2) 

http://www.youtube.com/watch?v=YGRO05WcNDk&feature=related 

Prelúdio para a cochila de Fauno por Debussy 

https://www.youtube.com/watch?v=9_7loz-HWUM 

Canon em Re de Pachelbel 

http://www.youtube.com/watch?v=hOA-2hl1Vbc&feature=related 


Hipertensão: 

As quatro estações de Vivaldi 

http://www.youtube.com/watch?v=yb8icchy4H4&feature=fvst  

Serenade nº13 em Sol Mayor por Mozart 

https://www.youtube.com/watch?v=z4Hfv00eqoI 

Música aquática de Haendel 

https://www.youtube.com/watch?v=cnn3TVBDtcA

Concerto para violino Beethoven 

http://www.youtube.com/watch?v=Qx9LOgSGGqk  

Symphony nº 8 de Dvorak 

http://www.youtube.com/watch?v=W5UbrhqdqQE 


Ansiedade: 

Concerto de Aranjuez de Rodrigo 

http://www.youtube.com/watch?v=RxwceLlaODM  

As quatro estações do Vivaldit http://www.youtube.com/watch?v=f_pjH2b808w&feature=related  

Sinfonia de Linz, k425 de Mozart 

http://www.youtube.com/watch?v=JcDFZSEGFno 


Dor de cabeça: 

O Sonho de Amor de Lisz 

http://www.youtube.com/watch?v=_pysf5ixCTQ 

Serenata de Schubert 

http://www.youtube.com/watch?v=ZpA0l2WB86E&feature=related  

Hymn to the Sun by Rimsky-Korsakov 

https://www.youtube.com/watch?v=klDF0jvCdb4


Dor de estômago: 

Música para Telemann's Table 

http://www.youtube.com/watch?v=8exrY_VSeZc 

Haendel's Harp Concert 

http://www.youtube.com/watch?v=iBnr6mJZJFg  

Concerto do oboe de Vivaldi 

http://www.youtube.com/watch?v=jEQ0N9D1NQs 


Energia: 

O Sibelius Karalia Suite 

https://www.youtube.com/watch?v=adKwG9ZuzFw

Serenade of Strings (op.48) por Tschaikowsky https://www.youtube.com/watch?v=DPBKukl0oc4 

Abertura por Guillermo Tell de Rossini http://www.youtube.com/watch?v=6y7tjxii2y4http://www.youtube.com/watch?v=tIxIknEONkU 


Para a cura e harmonia de sua casa: 

Tudo sobre Wolfang Amadeus Mozart 

http://www.youtube.com/watch?v=df-eLzao63I



José Henrique Nogueira 

Musicoterapeuta 

Mestre em Educação Musical




segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Musicoterapia - uma entrevista.

                         


Entrevista à repórter Carolinne Barbosa da Webdia Group








José Henrique Nogueira
🎶 O que é a musicoterapia?
Musicoterapia é o processo de utilização da música e/ou de seus elementos, tais como som, ritmo, melodia e harmonia, individualmente ou em grupo, para estimular a comunicação, fortalecer as relações inter e intrapessoais, facilitar o aprendizado, encorajar a expressão, auxiliar na organização psíquica e outros objetivos terapêuticos importantes, a fim de atender às necessidades físicas, mentais, sociais e cognitivas nas mais diversas faixas etárias.
A utilização da música com finalidade terapêutica vem desde o início da história da humanidade e pode ser encontrada e verificada em registros de desenhos e pinturas de antigas civilizações, em magias e rituais de cura apresentadas por pesquisas arqueológicas, assim como em obras de filósofos e escritores da Antiguidade, da Idade Média, que relatam de maneira bem clara a importância e o poder da música na psique humana. Porém, a musicoterapia, como atividade regulamentada, como profissão, e com seus cursos de formação, começou a se organizar a partir de 1950 nos Estados Unidos, chegando ao Brasil vinte anos depois. Atualmente, é uma profissão muito procurada e prestigiada, existindo vários cursos de formação em todo o país.

🎶  Quais são os benefícios?
São vários os benefícios da musicoterapia. Mas entendo que as benesses da utilização da música num encontro terapêutico dependem muito da sensibilidade do terapeuta e, principalmente, da relação criada com seu paciente. A musicoterapia atua e contribui de maneira bastante significativa em parceria com a fonoaudiologia, psicologia, psiquiatria, psicopedagogia, entre outras. Poderia citar como benefícios, entre os mais importantes:
1. atuar no tratamento da depressão;
2. criar e aperfeiçoar canais de comunicação; 3. proporcionar alegrias e bem-estar;
4. ativar a memória;
5. possibilitar integração social;
6. estimular a coordenação motora.

🎶 Pode citar algumas técnicas da musicoterapia?
A música é uma matéria volátil e dinâmica, passível de ser utilizada em diversos casos de formas e maneiras diferentes. Com ela, estamos atuando diretamente com a emoção, cada pessoa (com o mesmo diagnóstico clínico) que entra no espaço musical terapêutico, pode possibilitar a aplicação de vários procedimentos, abordagens e técnicas diferentes. Poderia citar, entre elas:
1. improvisação instrumental (melódica e/ou percussiva);                2. utilização da voz falada e cantada;
3. recriação de letras de música;
4. composição criativa;
5. audição passiva e interativa (expressão corporal e dança);          6. mesa lira e tubos sonoros.

🎶 Como a música age emocionalmente nos nossos sentimentos? (tanto na questão reflexiva e na alegria).
A música acompanha lado a lado a caminhada da humanidade, desde sua mais remota origem, quanbdo ela ainda era apenas a audição e, certamente, o encantamento originado pelos sons da natureza: o estrondo do trovão, o uivo do vento, o silêncio e os sons ameaçadores da noite. De certa forma, ainda nos mantemos emocionalmente ligados com esses sons até os dias de hoje. Agora cada vez menos “naturais” por causa do crescimento das áreas urbanas, os sons também trazem lembranças algumas das vezes tão importantes, que são utilizados, por fornecerem informações importantes para o sucesso de uma terapia. Com a música, fica mais evidente ainda sua influência nas emoções. Trazem reminiscências de todos os tipos: tristes, melancólicas, angustiantes, saudosas, motivadoras e alegres.
Todos esses sentimentos podem ser trabalhados e principalmente vividos. Cantando, tocando ou apenas ouvindo as canções. Conversando sobre elas, falando de sua importância nos momentos de sua vida. A alegria e o bem-estar proporcionados pela música são sentimentos muitos conhecidos por todos nós. Sem nos darmos conta, quase inconscientemente, nos pegamos cantarolando uma canção, batucando um ritmo, utilizando uma letra de música em nossa conversa. É isso: a música está diretamente ligada em nossa vida.

🎶 Para quem a musicoterapia é indicada?
A musicoterapia atualmente acolhe e ajuda um número cada vez maior de indicações em todas as faixas etárias. Na psiquiatria ou saúde mental, na reabilitação motora, nos mais diversos tipos de síndromes, a música há muitos anos vem contribuindo e proporcionando muitas aberturas e muitas alegrias. Pessoas com Alzheimer também se beneficiam muito com a musicoterapia. No autismo, nos transtornos de déficit de atenção e na hiperatividade, os resultados são maravilhosos. Cresce muito a procura pela musicoterapia também de jovens e adultos sem nenhuma indicação, digamos assim, médica, sem nenhum distúrbio aparente, que querem conhecer os benefícios da musicoterapia, para contrapor o estresse diário, por exemplo.

🎶 Há alguma restrição?
Há registros na literatura de casos muito raros de desencadeamento de um processo convulsivo a partir da audição musical. Mas, na maioria dos casos, as atividades musicais aplicadas por um musicoterapeuta não encontram restrições, elas são abrangentes e generosas, bem diferentes das utilizadas pela educação musical. No espectro de trabalho da musicoterapia, cabem todos os tipos de manifestações musicais. Ou seja, os desafinados nos interessam, os tímidos, os que se autointitulam “sem ritmo”, os silenciosos, assim como os virtuoses, os extrovertidos, enfim. A musicoterapia é um universo que vale a pena conhecer e usufruir de seus benefícios.