segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Músicoterapia e música contemporânea

Musicoterapia e a Música Contemporânea




O que é música? Essa pergunta para ser bem respondida, se faz necessário um recorte histórico, pois a música foi se estruturando no decorrer do tempo, adquirindo formas diferentes, seguindo seu rumo, sua evolução, que não é qualitativa, pois cada estrutura musical tinha sua beleza correspondente com a estética e possibilidades de cada época. As estruturas desenvolveram-se com a evolução dos instrumentos musicais, que instigavam os compositores, que por sua vez criavam novasestruturas sonoras e assim sucessivamente desde a pré-história musical até as possibilidades musicais futuristas que ainda estão por vir.

Neste percurso, surgem no século XX inúmeros compositores que, insatisfeitos com a monotonia das estruturas musicais vigentes da época, começam a criar música fugindo da estética sonora e gráfica da época, isso porque paralelamente as propostas de uma nova música rompendo com o passado, surge uma nova grafia musical.  Dentro deste espectro chamado de Música Contemporânea, surgem inúmeras propostas de organizações sonoras ou musicais, tais como: música atonal, música experimental, concreta, eletrônica, aleatória, entre outras. Surgem compositores como: Stockhausen, Cage, SchoenbergMessiaen entre muitos outros.

E como a música contemporânea pode contribuir com a musicoterapia? Quando a música contemporânea trouxe novas possibilidades sonoras, um novo conceito para o que vem a ser música (mais amplo), uma nova escuta e novas possibilidades gráficas para a música, ampliou de certa forma as possibilidades musicais para as atividades de musicoterapia. A música contemporânea não é algo simples. Pelo contrário, as estruturas sonoras compostas para serem interpretadas apelos músicos são extremamente complexas e necessitam de horas de estudo e de prática. Porém, podemos oferecer aos pacientes de musicoterapia, alegrias musicais com as construções sonoras, composições terapêuticas ou pedagógicas com a sonoridade que música contemporânea trouxe para o cenário musical. Sigo sempre um princípio básico para fazer música com meus pacientes, que não se modificou com o decorrer dos tempos: música é uma estrutura sonora organizada, com início e fim bem determinados e com intenção musical.

A estética musical terapêutica ganha outra dimensão com o advento da música contemporânea, fica mais generosa, favorecendo aqueles que por motivos diversos, seja por dificuldade física ou psíquica, possam por meio dos sons possíveis de serem produzidos, organizarem estruturas que possam vir a ser chamadas de música. Essas atividades trazem para muitos uma sensação positiva, de bem estar, fazem com que consigamos juntos organizar as possibilidades sonoras que antes pareciam caóticas e sem organização. Essa, para mim, dentro do meu contexto musical terapêutico é a mais importante contribuição que a música contemporânea trouxe para a musicoterapia; a ampliação da estética musical.

Importante ressaltar que a música tradicional continua viva e sendo utilizada na prática da musicoterapia, suas estruturas continuam trazendo muito prazer para aqueles que conseguem ingressar neste universo. É terapêutico poder vir a tocar uma bela melodia num instrumento, um pandeiro, uma bateria. Inclusive a música tradicional pode vir a ser mesclada com a contemporânea e vice versa.

A musicoterapia, e consequentemente o musicoterapeuta, devem estar preparados e abertos para receber, utilizar e organizar todas as possibilidades sonoras: ruídos, grunhidos, estalidos, sussurros, balbucios, gritos, silêncio, enfim; é possível fazer música com os mais diversos tipos de sons na prática musicoterapeutica.

domingo, 13 de dezembro de 2020

Musicoterapia e Lateralidade

Trabalhando a lateralidade através das atividades musicais. 
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Segundo Airton Negrini, a criança não deve ser estimulada a adotar uma lateralidade definida, é preciso observá-la, e, enquanto puder se divertir nessa “busca”, melhor para ela. Precisamos estar atentos, mas também é importante oferecer  um leque de possibilidades de atividades para que isso aconteça. A música possui muitas palhetas deste leque, que vão do controle motor fino, como tocar as cordas de um violão, ao controle motor grosso, que pode ser observado quando tambores são percutidos, como esse do vídeo anexo a este texto.
A música (sentido amplo da palavra) participa com maestria desta exploração da motricidade.
Porém, embora estejamos trabalhando a lateralidade, percutindo ora com uma mão e depois a outra, como ficou bem claro nesse vídeo; no final da sessão a expectativa é pela a alegria vivida com a música.  Não resta dúvidas que a felicidade que brota ao se tocar um instrumento é algo contagiante e geralmente os pais esperam por esta alegria . 
Porém, nós sabemos que muito mais está sendo trabalhado e estimulado neste breve vídeo. Até a fala e outros aspectos cognitivos necessitam de exercícios rítmicos com ambas as mãos para serem estimulados. 
Apesar deste e de outros  muitos ganhos possíveis nas atividades de Musicoterapia , a expectativa quase sempre é pela alegria que a música traz.
Cabe ao musicoterapeuta saber se organizar e se posicionar entre a expectativa  e às tantas outras possibilidades e contribuições que as atividades de musicoterapia oferece.
Observar e participar da felicidade dos pais é importante , mas alertá-los  quanto às contribuições para além “das alegrias da música” também é.
Infelizmente temos que conviver com aquela pergunta:
O que vem a ser musicoterapia?
Jose Henrique Nogueira 

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José Henrique Nogueira 
Mestre em Educação Musical
Musicoterapeuta 
Pós-graduado “Construtivismo e Educação” 

sábado, 12 de dezembro de 2020

Memória Musical. Você sabe assobiar?

MEMÓRIA MUSICAL

José Henrique Nogueira

Musicoterapeuta e mestre em educação musical pelo    Conservatório Brasileiro de Música (CBM-CEU).L

Você sabe assobiar?


Eu vivi uma época em que muitos assoviavam e cultivava-se o hábito de pesquisar diferentes possibilidades sonoras do assobio. Era comum, para mim, ouvir o silvo do assovio do meu pai, preenchendo com lindas melodias, o silêncio bucólico das tardes dos finais de semana. Ele assobiava em momentos de breves trabalhos domésticos: trocando uma lâmpada, serrando uma madeira, apertando um parafuso, enfim parece que o assovio criava um ambiente sonoro propício ao trabalho e ajudava passar o tempo. 

Também era comum escutar o seu assovio quando chegava a noite em casa do trabalho. Era uma breve e ritmada melodia (ostinato) específico com 2 ou 3 notas no máximo, como se fosse uma marca sonora que anunciava  a sua chegada.

Os meus tios, irmãos no meu pai, também cultivavam esse hábito. Assoviava-se na janela olhando os transeuntes passando pela rua, na mesa naquele momento de “tristeza” pós refeições, geralmente belas e breves melodias que tive a sorte de conviver, ouvir, agora lembrar e escrever, que é como se estivesse ouvindo novamente.

Quando menino eu e meus amigos assoviávamos com prazer, aparentemente por pura brincadeira. Mas hoje penso que  poderíamos estar demarcando nosso território sem saber. Na rua onde morei assoviávamos para chamar os amigos em suas casas, pela ruas e calçadas. Tínhamos os assobios comuns ao nosso grupo, acontecia sem nenhuma tipo de planejamento, quando víamos, ou melhor ouvíamos, o assobio, nossa marca, patente sonora já havia sido definida.

É importante lembrar que estou falando de uma região onde os prédios eram baixos, quatro andares quase sempre e alguns como eu, moravam em casas que não havia interfone para anunciar a chegada. Casas usavam campainhas, prédios tinham campainhas para chamar o porteiro ou zelador quando a portaria estava fechada e era comum todos olharem de suas janelas para verem quem tocava. A brincadeira sonora de tocar a campainha e sair correndo, devo confessar era uma saudável estripulia que nos proporciona muita alegria.

O assobio tinha uma função de chamado, de aproximação e de comunicação. Chamávamos também as meninas, assim como nossas namoradas que apareciam na janela com vigor, com o sorriso estampado e antecipado pois já sabiam quem iriam encontrar.

Embora tivéssemos o assovio comum do grupo, cada um também tinha seu tipo de assobio.  Era comum ficarmos procurando por timbres diferentes a partir de técnicas diversas; com os dedos das mãos, comprimindo os lábios e a língua, com a mão em forma de concha. Enfim, sem nos darmos conta, além da alegria do momento, marcava-se o nosso território, pois certamente o som era ouvido ao longe. Muitas das vezes, algumas delas no silêncio da noite, assobiávamos de casa, na janela, no portão e outros assobios em respostas eram ouvidos. Alguns deles podíamos reconhecer como sendo de nossos amigos, outros não, pois havia aqueles assobios que vinham com o som bem fraquinho pois estavam bem distante, de outras ruas, outros meninos, outros territórios sonoros.

Meus assobios são esses: o tradicional fazendo bico; com este consigo fazer melodias. Sei também utilizando quatro dedos, indicador e médio de cada mão. Eu consigo também assoviar utilizando dois dedos um de cada mão: só dois indicadores, dois médio, até os mindinhos. Com os dois polegares não consigo.

Com muito orgulho assobio com a mão em forma de concha. Com essa técnica consigo variar as alturas os sons, graves e agudos. Conseguia, na época, com a mão em forma de concha com os dedos cruzados, um som único, com pouca alteração na altura do som.

Cheguei a ver alguns assoviando com um dedo só, outros assoviando comprimindo os lábios, alguns com a língua pra fora enrolada. Certamente existem muitas outras técnicas de assobios.

Ao longo desses anos trabalhando em instituições de ensino pouco ouvi as crianças brincando de assoviar, fora alguns momentos das minhas aulas de música que estimulava esta prática sonora.

Fiz questão de ensinar as minhas duas filhas a assoviar ainda pequenas. Assoviam até hoje. Conseguem elaborar pequenas melodias e particularmente me sinto muito feliz e orgulhoso por terem adquirido esta habilidade.

Certamente o assobio ainda continua sendo um hábito cultivado. Alguns povos ainda se comunicam através dele, algumas pessoas principalmente os que vivem fora dos centros urbanos, conseguem imitar os pássaros com muita perfeição. Mas não resta dúvida que esta habilidade sonora vem perdendo seu prestígio. Com isso, o som do assobio, deixa de fazer parte do território sonoro que ocupava. Da mesma maneira que o som do amolador de facas, as vozes dos ambulantes com os seus “pregões”, assim como tantos outros que vem sendo silenciados. 

O primitivismo sonoro presente no assobio nos conecta aos nossos ancestrais, possivelmente os pássaros nos inspiraram, ou simplesmente o acaso de um sopro proporcionou uma sonoridade que instigou a curiosidade humana e fez surgir esta maravilhosa e pouco explorada habilidade sonora; o assobio. 

Você sabe assobiar?

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Autismo e Musicoterapia




Autismo e Musicoterapia 

Meu querido Miguel é autista não verbal, atualmente, mais próximos, pudemos adiantar alguns trabalhos musicais que poderão servir de inspiração para muitos outros.

Abaixo o percurso do processo:

Comecei apresentando notas musicais escritas nos cartões sem uma ordem ainda estabelecida. A ideia era ele associar as notas escritas por extenso (DO, Re, ...) nos cartões  que eu apresentava e toca-las nas teclas (com nome das notas) do teclado e assim pudesse entender a proposta. 
Posteriormente começamos a trabalhar uma sequência duas três notas (cartões)  em sequência ( DO RE, DO RE MI...) para que ele pudesse entender que a ideia era ler os cartões da esquerda para direita, conforme escrevemos e lemos,  identificar no teclado e tocar. 
Começamos arriscar com um pouco mais de notas até fazermos a escala de dó ascendente dó ré mi fá sol lá si dó. 
Uma vez entendido que era pra tocar conforme as notas apareciam nos cartões propus uma melodia bem simples. 
Au clair de la lune, canção tradicional francesa. Conseguimos uma primeira parte. A ideia de utilizar esses cartões partiu do fascínio que o Miguel tem pelas imagens que ele fica observando e batendo com dedo nas revistas. Aí está pra vocês uma conquista fruto de um processo de trabalho que pode se ampliar, é apenas um começo.
José Henrique Nogueira

terça-feira, 30 de junho de 2020

Futuro da Ilusão

Futuro da Ilusão (JH Nogueira)
Composição (nova) reflexiva de quarentena

Estou pensando o que fazer.
Assistindo a televisão
São tantas fakenews
Que eu já nem sei se sou ou não

O mundo pode se perder
Em meio a tanta compulsão
Estamos viajando a mil
Quem vai puxar o freio de mão

.Bota o pé no samba que é bom de sambar.
Pega na sanfona que eu quero xaxar  
Se a maçã cair pare pra pensar
Leia poesia pra relaxar

O barro pode dissolver
Virar poeira pelo chão
 A gente segue sem saber
Qual o futuro dessa ilusão

A vida sempre quer viver
Procurando outra solução
O vazio faz crescer
O mal estar da civilização

Plante mais florestas pra poder respirar
Chama Paulo Freire  para o povo estudar
A vida é tão bonita deixa Arte criar
Filosofia pra questionar



quinta-feira, 28 de maio de 2020

Autismo e Música Clássica





Relato da prática

Entre tantas atividades terapêuticas e musicais trabalhadas no Espaço 23, tais como a improvisação e criação musical, a prática do canto e de instrumentos, utilizo também a escuta musical e especialmente a da música clássica. O breve relato deste texto, apresentará um resultado de um dos autistas que venho trabalhando e que me surpreendeu. Miguel, 10 anos de idade, está comigo há 4 anos, é um autista não verbal hiperativo, com muita dificuldade de concentração numa atividade. Há dois anos passou a ser meu enteado, o que ampliou a minha proximidade e consequentemente a minha capacidade de observação.  Depois de algumas tentativas  para usar o head-phone, fundamental nesta atividade, ele conseguiu aceitar o acessório e passou cerca de 20 minutos escutando "Música noturna", de Mozart. Aproveitei o momento positivo e promissor e num outro encontro optei por pura intuição a audição da música “Quatro Estações", de Vivaldi, e para minha surpresa ficou por 45 minutos completamente envolvido pela composição.


Foram 45 minutos escutando música, quieto, parado, sozinho, e podia-se perceber sua alegria e interação através de sua expressão. Importante ressaltar que não haviam imagens passando no monitor do laptop.  Televisão, tablet, revistas, ou até mesmo a janela do carro em movimento que são, na maioria das vezes, o que o faz ficar quieto por tanto tempo. E assim ficou sentado, sendo seu sistema auditivo acariciado pelos timbres (sonoridade de cada instrumento), pelas melodias, os ritmos, as surpresas das intensidades (forte e fraco), enfim um complexo de beleza musical iluminando, circulando  em sinapses pelo seu cérebro. Uma experiência positiva que abre espaço para continuarmos investindo nessa direção. 


Pesquisas em Musicoterapia


A musicoterapia é uma técnica terapêutica que usa a música em todas as suas formas com participação ativa ou receptiva. Esta atividade, que é receptiva, há muitos anos vem sendo pesquisada na neurologia, na psicologia entre outras áreas do conhecimento. A ideia básica nestas pesquisas é reconhecer que algumas doenças perpassam e até mesmo se originam no cérebro, que então transmite a uma parte do corpo um estímulo específico que reproduz um distúrbio, uma doença.

A terapia através da escuta musical tenta obter estímulos contrários, que se oponham àqueles que são relacionados à doença. A ideia é tentar criar um anteparo no sistema nervoso, um certo bloqueio para àqueles que possam estar estimulando ou produzindo a alteração . 

A partir de várias melodias de compositores clássicos, os pesquisadores fizeram com que vários pacientes, com dificuldades diversas, tais como: ansiedade, hipertensão, insônia, etc ficassem escutando por um determinado tempo várias obras  musicais, de Mozart, Bach, Beethoven entre outros, e alcançaram efeitos surpreendentes.  Criaram assim algumas listas de obras clássicas que visam auxiliar em diversas doenças. (A lista estará no final do texto)







 Sugestões para se iniciar uma escuta musical


A) Conseguir um head-fone que cubra  a orelha.

B) Sentar inicialmente com a criança no colo conter seus impulsos para se mexer e sair.

C) Geralmente as músicas clássicas são grandes. Pode-se pensar em fazer um planejamento de escuta gradativa. 

D) A escuta, sempre de headphone, pode ser auxiliada entretendo o paciente com algum objeto na mão. 

E) Caso escute pelo YouTube sugiro que se utilize músicas que tenham imagens fixas para não tirar o foco na audição, valorizar a força do alcance das ondas sonoras ao córtex auditivo e a partir daí se espalhar para outras direções do cérebro.



Resultado da Pesquisa da Escola de medicina integral de Caracas


Insônia: 

Nocturnes de Chopin (op.9 No. 3) 

http://www.youtube.com/watch?v=gCPnUFmIJWM 

(Op.15 No. 2) 

http://www.youtube.com/watch?v=SbAEsaZ8_LM 

(ou página 9 # 2) 

http://www.youtube.com/watch?v=YGRO05WcNDk&feature=related 

Prelúdio para a cochila de Fauno por Debussy 

https://www.youtube.com/watch?v=9_7loz-HWUM 

Canon em Re de Pachelbel 

http://www.youtube.com/watch?v=hOA-2hl1Vbc&feature=related 


Hipertensão: 

As quatro estações de Vivaldi 

http://www.youtube.com/watch?v=yb8icchy4H4&feature=fvst  

Serenade nº13 em Sol Mayor por Mozart 

https://www.youtube.com/watch?v=z4Hfv00eqoI 

Música aquática de Haendel 

https://www.youtube.com/watch?v=cnn3TVBDtcA

Concerto para violino Beethoven 

http://www.youtube.com/watch?v=Qx9LOgSGGqk  

Symphony nº 8 de Dvorak 

http://www.youtube.com/watch?v=W5UbrhqdqQE 


Ansiedade: 

Concerto de Aranjuez de Rodrigo 

http://www.youtube.com/watch?v=RxwceLlaODM  

As quatro estações do Vivaldit http://www.youtube.com/watch?v=f_pjH2b808w&feature=related  

Sinfonia de Linz, k425 de Mozart 

http://www.youtube.com/watch?v=JcDFZSEGFno 


Dor de cabeça: 

O Sonho de Amor de Lisz 

http://www.youtube.com/watch?v=_pysf5ixCTQ 

Serenata de Schubert 

http://www.youtube.com/watch?v=ZpA0l2WB86E&feature=related  

Hymn to the Sun by Rimsky-Korsakov 

https://www.youtube.com/watch?v=klDF0jvCdb4


Dor de estômago: 

Música para Telemann's Table 

http://www.youtube.com/watch?v=8exrY_VSeZc 

Haendel's Harp Concert 

http://www.youtube.com/watch?v=iBnr6mJZJFg  

Concerto do oboe de Vivaldi 

http://www.youtube.com/watch?v=jEQ0N9D1NQs 


Energia: 

O Sibelius Karalia Suite 

https://www.youtube.com/watch?v=adKwG9ZuzFw

Serenade of Strings (op.48) por Tschaikowsky https://www.youtube.com/watch?v=DPBKukl0oc4 

Abertura por Guillermo Tell de Rossini http://www.youtube.com/watch?v=6y7tjxii2y4http://www.youtube.com/watch?v=tIxIknEONkU 


Para a cura e harmonia de sua casa: 

Tudo sobre Wolfang Amadeus Mozart 

http://www.youtube.com/watch?v=df-eLzao63I



José Henrique Nogueira 

Musicoterapeuta 

Mestre em Educação Musical