terça-feira, 25 de junho de 2019

A Poluição Invisível





A Poluição Invisível 




O  sentido da visão é soberano na orientação e condução dos manifestos humanos relatando, denunciando, demonstrando a degradação incessante do planeta. A magnífica e complexa estrutura da visão capta e interpreta as imagens que se apresentam a seu campo de percepção. Imagens são arquivadas, interpretadas e possibilitam a comparação daquilo que foi um dia e como se encontra atualmente.
A visão pode acompanhar, por exemplo, o curso de um rio e, amanhã, se esse mesmo rio se extinguir, logo a visão informará ao cérebro o fato e conclusões poderão ser tiradas e ampliadas através de conversas, estudos e pesquisas, para entender mais ainda esse fato.
É assim que se dá, na maioria das vezes, a primeira percepção da degradação do meio ambiente. A constatação, a observação e o lamento são, inicialmente, feitos pela perda da paisagem, do visual, da fotografia, da cena. A degradação não é percebida pela falta do frescor da água na pele, do odor que o rio trazia em suas correntes, do sabor da água. Assim também não aconteceu pela falta do som que o rio produzia, e parou de emitir.
O vazio – aquilo que se extinguiu – ou o excesso – aquilo que ultrapassou os limites causados pela poluição ambiental – afeta todos os nossos sentidos simultaneamente em cadeia. Porém, é fato que aquilo que é invisível nos incomoda menos, mas nos atinge da mesma maneira. O ditado é bem claro: “O que os olhos não veem o coração não sente”. A degradação ou modificação do ambiente sonoro é, às vezes, silenciosa e imperceptível até mesmo aos ouvidos mais atentos.
Leia na íntegra 
José Henrique Nogueira 
Mestre em Educação Musical.               Musicoterapeuta 

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